20 de julho de 2011

ah, vocês...


   Descobri, há algum certo tempo, um tipo de amor que é diferente de tudo aquilo que já estava acostumada, é um amor bom, leve, puro e inocente, como uma criança. Não é um amor fácil, ah, isso não é não, também é cheio das suas complicações, diferenças e desentendimentos, às vezes faz a gente chorar, se magoar mas no fundo é um amor que se resume a uma boa tarde de tédio, uma velha companhia e risadas cheias de uma intimidade assustadora. As vezes penso como é possível suportar esse amor, tem dias que dá vontade de jogar tudo pro alto e desistir, não aguento mais! E são nessas horas que me dou conta de quão estúpida seria, como poderia jogar pro alto a razão que me mantém com os pés no chão? A razão dos meus risos, das brigas bobas, que me fazem parecer uma criança de novo, que me fazem agir como a adulta que ainda não sou. Esse amor é como um refúgio quando as coisas parecem nunca melhorar, é um escape da realidade e uma viagem para um mundo exclusivo, tipicamente confuso, bagunçado, louco... um horror, mas que é como uma segunda casa, esconderijo secreto, minha casa na árvore. Falar desse amor é bom, deixa automaticamente um sorriso estampado no rosto, uma sensação boa no peito, é assim que me sinto quando estou com vocês, companheiros, colegas, meio irmãos... mas o meu preferido, amigos.

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