11 de fevereiro de 2013

Scarlet Carsons


"Sei que não há como convencê-la de que isto não é um truque mas não faz mal. Sou eu. Meu nome é Valerie. Não creio que viverei muito tempo e quero falar sobre a minha vida. Esta é a única biografia que eu vou escrever e faço isso em papel higiênico. Nasci em Nottingham, em 1985. Não me lembro muito da infância, mas eu me lembro da chuva. Minha avó tinha uma fazenda e ela dizia que Deus estava na chuva. Fui aprovada no exame para o curso secundário. Na escola, conheci minha primeira namorada. Seu nome era Sarah. Foram seus pulsos. Eles eram lindos. Achei que nos amaríamos para sempre. O professor dizia que era uma fase da adolescência que superaríamos. A Sarah superou. Eu não superei. Em 2002, eu me apaixonei por uma garota chamada Christina. Naquele ano, contei aos meu pais. Não poderia ter feito isso sem a Chris segurando minha mão. Meu pai não olhou para mim. Disse-me para ir embora e nunca mais voltar. Minha mãe não falou nada. Mas eu só contei a verdade a eles. Isso foi egoísmo demais? Nossa integridade vale tão pouco, mas é tudo o que temos. É o mais importante em nós. Mantendo nossa integridade, somos livres. Sempre soube o que queria da vida. Em 2015, eu estrelei meu primeiro filme, As Dunas de Sal. Foi o papel mais importante da minha vida, não pela carreira, mas porque assim conheci a Ruth. Na primeira vez em que nos beijamos, eu soube que nunca mais iria querer beijar outros lábios. Nós nos mudamos para um apartamento em Londres. Ela plantou Scarlet Carsons para mim na janela e nosso apartamento sempre cheirava a rosas. Foram os melhores anos da minha vida. Mas a guerra dos EUA foi piorando e, no fim, chegou a Londres. Depois disso, não havia mais rosas... Não para todos. O significado das palavras começou a mudar. Palavras como "colateral" e "rendição" inspiravam medo... Enquanto ganhavam força "Nórdica Chama" e "Artigos de Submissão". Lembro-me de como "diferente" virou "perigoso". Ainda não entendo por que nos odeiam tanto. Eles levaram a Ruth enquanto ela comprava comida. Nunca chorei tanto na minha vida. Não demorou para virem me buscar. Parece estranho terminar a vida em um lugar tão horrível... Mas durante três anos eu tive rosas e não pedi desculpas a ninguém. Eu morrerei aqui. Cada pedacinho do meu ser perecerá. Cada pedacinho... Menos um. O da integridade. É pequeno e frágil... E é a única coisa que vale a pena ter. Nós jamais devemos perdê-lo. Nem deixar que o tomem de nós. Espero que, quem quer que você seja, escape daqui. Espero que o mundo mude e a vida fique melhor. Mas o que mais quero é que entenda a minha mensagem...Quando falo que mesmo sem conhecer você... E mesmo que talvez jamais conheça você... Ria com você, chore com você... Ou beije você... Eu amo você. De todo o coração... Eu amo você.
Valerie" 

- V de Vingança

3 de fevereiro de 2013

Fique off

"Vida é o que acontece enquanto você está olhando para o seu smartphone"

  Hoje estava procurando por alguma inspiração para o post de hoje, lendo uns blogs e sites pela internet eis que achei a seguinte matéria "Kit Kat cria espaços sem Wi-Fi para incentivar relacionamentos reais" pô, tá aí, isso é interessante. Dei uma lida no texto, tratava-se de uma iniciativa na Inglaterra em que alguns locais da rua não teriam acesso à Internet e ao invés disso as pessoas poderiam apenas sentar e conversar com quem estivesse ali também, sentindo que o assunto poderia gerar discussão, fui ler os comentários, entre uns e outros que concordavam com a ideia a maioria era discordante. 
  Não vou apronfundar na minha opinião de amor e ódio com esse novo modo de viver super conectado, mas se tem algo nessa nova mania dos smartphones que me irrita é como as pessoas esqueceram de olhar para quem está ao lado e preferem olhar quem está  na tela. Já é comum a cena: amigos saem para jantar, na mesa todos os telefones a postos, silêncio, cada um entretido naquele mundinho próprio e esquecendo da coletividade. As conversas são via chat, para uma troca de opiniões é só compartilhar, conhecer gente nova? Adicionar como amigo. O que foi criado para diminuir distâncias e aproximar, ora que ironia, só nos tornou ainda mais individualistas.

1 de fevereiro de 2013

Intocáveis l um filme que vale a pena ver


   Há algum tempo ouço aqui e ali comentários sobre o filme Intocáveis, não a versão clássica de 87 com Al Capone - Os Intocáveis - mas sim um filme francês que tornou-se sucesso de bilheteria, tanto em seu país de origem como em todo o mundo. Mas o que tem esse filme de tão cativante? Decidi assistir. Sua história é bem sucinta, um aristocrata rico e tetraplégico e um homem pobre, de passado marcado em que todos os sinais apontam para uma vida criminosa, mas por conta dos acasos, os dois homens se cruzam e a partir daí se desenrola a trama.
   Esta história encanta por trazer uma nova perspectiva, um novo olhar livre de preconceitos, críticas ou pena, seja ele sobre alguém com deficiência ou sobre um homem que já fez muitas escolhas erradas. Levado com bom humor a história se mostra leve, cativante e emocionante. Uma lição de vida e um ensinamento. 


10 de janeiro de 2013

suicídio de um marinheiro


  Azul.
  Era a última coisa de que me lembrava. Ainda me pergunto se era o céu ou a água que me cercava. Lembro-me apenas que era paz. Ou talvez eu já estivesse tão dentro do meu inconsciente que tudo fosse paz, afinal. E eu sorri. Meu corpo afundava pesadamente como a ancora de um navio, mas minha mente flutuava, ainda pairava na superfície. Um barquinho de papel, pensei. Frágil, pequeno, indefeso, mas com a ousadia de cruzar os sete mares. E cruzou. Meu corpo, minha casca, jazia nas profundezas. Mas eu já estava muito além, seguindo as rotas das gaivotas para o Sul, me deixei levar pela maré, surfei nas ondas, me apaixonei pelo canto das sereias e naveguei e naveguei... 
   E à noite, voltava à praia, deitava sobre a areia morna e assistia o sol se pôr, jurando caça-lo pela manhã. Então o degradê de cores ia sumindo de mansinho, céu e mar tornavam-se espelhos, um refletindo a grandeza do outro.
   E tudo era paz. E ela era azul.

18 de dezembro de 2012

Indicando :)

   Hoje decidi fazer algo diferente, que não fazia há muito tempo e que adoro. Indicar bandas, músicas, blogs... Enfim, partilhar um pouquinho dos meus gostos e o que anda chamando minha atenção por aí.
  •  Vou começar com uma banda que ouvi há menos de uma semana atrás e que estou completamente apaixonada, Imagine Dragons. Trata-se de um rock alternativo, letras interessantes, um ritmo tocante e que me faz pensar em dias chuvosos.

  •  Minha segunda indicação é uma música, que sempre ouvia no rádio e que nunca descobria o nome, por fim (e para minha felicidade), a encontrei e não canso de escuta-la. I follow rivers por Triggerfinger. Não sei ao certo quem compôs a canção já que a versão da Lykke Li parece ser mais popular, mas meus ouvidos não resistem aos encantos dessa introdução maravilhosa feito pelo trio.


  • De desconhecido e novo essa série de livros não tem nada, mas para quem nunca leu, recomendo. Dan Brown conquistou-me com seus livros e seu estilo tão cativante de escrever, este ano dediquei-me a ler sua mais famosa "trilogia" e sua genialidade é incontestável.

  • Xô, tpm! Esse é o blog super interessante de uma das minhas melhores amigas, Ingra, que é louca por moda, maquiagem e afins e lá ela dá grandes dicas, curiosidades e informações, sempre divertidas e criativas. Vale a pena seguir! 



Por hoje é isso aí, espero que gostem! ;)

16 de dezembro de 2012

Teatro da vida

   
   Hoje li uma frase e me dei conta de que nunca vi tanto de mim em tão poucas e sucintas palavras. Eis que era: "Até quando você vai pedir desculpa por ser quem é e esperar que alguém não te julgue?". Li, reli e li novamente e senti-me envergonhada, por nunca ter visto as coisas por tal ponto de vista. Acontece que a minha vida resume-se a desculpas, é quase como " Olá, bom dia, desculpe-me, eu sou assim". O fato é que distribuo desculpas por aí. Sempre achei ser um ato nobre, afinal, era livre de orgulhos, não tinha medo de admitir meu erro. Mas agora me questiono, será mesmo um erro? Ou será que não sou apenas eu
   Coloco a mim mesma debaixo de um holofote, diante de uma grande plateia e espero... Aplausos, vaias, silêncio. E que venham os julgamentos, e diante deles, moldo a minha personagem, buscando a aclamação geral. Se os decepciono? Carrego as desculpas já na ponta da língua. 
   De quê vai valer a vida quando fecharem-se as cortinas? Que acabem as desculpas! Eu sou assim. Pode ser feio, errado, descontrolado. Eu sou assim. Sem complementos, sem perdões. Afinal, na vida não se pode voltar atrás. O show não pode parar.